domingo, 1 de novembro de 2009

Ilusão ou Determinação

Hoje, vivemos numa sociedade imediatista. Não há mais lugar para o sonho, tudo é considerado ilusão.

Ao nos depararmos com algo ou uma idéia nova ou uma pessoa que tenha feito algo extraordinário a nosso ver, dizemos que essa pessoa ou o autor da idéia é uma pessoa determinada ou que a mesma pensou em tudo.

Conclusões precipitadas como essa, bem característica do nosso tempo, não leva em conta o quanto e por quanto tempo essa pessoa vem batalhando para tornar a idéia ou o sonho uma realidade concreta e palpável.

Ninguém pensa em perguntar quantos “nãos” essa pessoa teve que ouvir, se houve auxílio de alguém mais experiente ou mesmo, de apoio moral para se levar a idéia adiante.

Uma idéia inovadora sempre tem uma grande carga de incredulidade, justamente por ela se inovadora. È o preconceito contra o novo. Aquela visão de que se uma idéia fosse mesmo boa, alguém já teria feito, é tão simplista, conservadora, e tão desestimulante, que joga por terra qualquer tentativa de empreendedorismo.

Na realidade, em algum momento de nossas vidas, todos nós teremos boas idéias. É aquele 1% de inspiração. Os que não se dão muito valor são os outros 99% de transpiração, isto é, o trabalho duro nunca é reconhecido. Mas depois de concluído os outros 99% sem deixar nem 0,5% a ser feito, aí sim eles dão valor àquele 1% de inspiração e dizem: “Por que não pensei nisso antes?”, como se aquela boa idéia, aquele 1% de inspiração já bastasse por si só.

Seja essa pessoa um empresário, um inventor, um escritor, um ator, um diretor, um músico, um artista, um pintor, etc. Ou, porque não, vários ao mesmo tempo, já que no Brasil ainda são poucos os privilegiados que podem fazer uma dessas atividades exclusivamente. Ou talvez, melhor dizendo, “candidato” a um deles, é sempre duro o caminho até vencer os 100%.

Às vezes um caminho solitário, onde nem se é possível ter ajuda devido à sua própria natureza ou característica específica.

O fator “sorte” ou o momento de apresentação da idéia ou de toda a obra já feita será determinante, o que pode até levar uma vida inteira e ainda assim, não vingar.

O maior exemplo é o de Vincent Van Gogh. Um gênio da pintura que nunca fora reconhecido em vida. Ele estava muito à frente do seu tempo. E hoje suas obras são as mais admiradas em todo o mundo.

O trágico e irônico dessa história é que ele nunca ganhou dinheiro com suas obras, nem ao menos para o seu próprio sustento, enquanto que, atualmente e para o futuro, seus quadros são e serão os mais caros e mais valorizados em toda a história da arte.

YuDreams
Your Dreams will come true.

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